sexta-feira, 31 de outubro de 2008

whatahell!


Boa noite não-leitores, e para Lara que não entendeu, esse é um apelido carinhoso proveniente do antigo blog, não uma crítica. É que eu gosto de pensar que pessoas anônimas lêem isso aqui.


Hoje é sexta-feira dia 31 de Outubro de 2008. Amanhã eu vou acordar, tomar um banho tentar estudar umas 20 ou 25 sofridas páginas de microbiologia e após terminar, ir na banca de revista. Não qualquer banca, mas a super banca especializada em quadrinhos que abriu no bairro, vou comprar algo com zumbis, apenas porque está em promoção (dia das bruxas) e ir pra casa feliz. Às vezes eu fico pensando no que tenho feito da minha vida em todos esse anos, não estou falando das grandes realizações como namorar ou entrar na faculdade, mas das pequenas.

Eu tenho um surto de hobbie novo a cada bimestre, então passo o bimestre fantasiando com a ideia de como fantástico e divertido e porque não revelador esse hobbie vai ser, até que, bem até que eu canso da idéia. Não que seja ruim, me safei de colecionar coisas realmente caras e sem função prática, como modelos em escala de robôs japoneses. O problema é que eu queria me dedicar a algo e tentar fazê-lo bem. É meio frustrante viver em surtos (realmente irônico levando em conta o nome desse local), mas bem, de fato é.

Enquanto não consigo fixar minha atenção em uma coisa só vou tentando desenhar um pouco, bem menos do que antes de fato, talvez seja apenas um hobbie do qual fui me cansando com o tempo. Contudo, esse até que tem durado bastante.

É escrevi muito e não disse nada significativo... mas deu vontade e não é para isso que aqui serve? Acho que sim.


Beijos e queijos para todos vocês, mas não parmesão porque parmesão é horrível.


Ps: Esse é um desenho que começei a fazer ontem, do Thor, a idéia é usar um ângulo para destacar o tamanho dele, mas confesso que perspectiva no chute (eu não conheço bem a técnica) é uma loucura ¬¬. Quando eu terminar eu posto a versão final.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Frase do dia:

Gentilmente cedido por Ana Priscila

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Manifesto sobre a vida parte II

Vinte anos se passaram e você ainda não conseguiu me derrubar!

Tsc, tsc, tsc...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ops!

Oi senhores n-leitores, tudo legal?

Há 3 semanas que eu não sei o que é descanço, então vim aqui dar essa respirada e acertar os ponteiros da alma.
Vocês já perceberam que a faculdade quanto mais tempo passa pior fica? Espero que só a minha seja assim, mas bem é um saco! O volume de assunto e a falta de vontade de estudar. Tenho me sentido apático e sozinho ultimamente... Preciso de analgésicos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar
.
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
.
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
.
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar"
.
.
Que os bons ventos vos guiem...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O manifesto

Francamente se a vida fosse realmente boa vinha em porções e não em unidades.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

5:16

Então, de repente apagam-se as luzes.
Claro que todos tinham conhecimento do estado das instalações em que estavam mas nimguém esperava que fosse acontecer assim subitamente. Desesperados os artistas correm para um lado e para o outro se chocando em meio à escuridão. A banda sem consolo apenas pára. Alguns dos atores arrancam as máscaras como tentando buscar ar. Ouve-se um grito, comprido e agudo, um grito que poderia ter sido meu, seu ou de qualquer um, pois naquela hora era a única coisa sensata a se fazer.
O grito cessa mas o buraco que ele deixou em nosso peito não passa, a dor como um punhal gelado ainda perdura... Era como se aquele grito tivesse arrancado o melhor de nós. E assim segue a noite. Um pouco menos desesperados os atores se agrupam num canto do palco para enfrentar o frio. A orquestra continua firme (exceto por dois ou três violinistas mais fracos), mantendo suas posições e esperando a luz voltar. A luz não volta, alguns querem falar alguma coisa mas nimguém de fato se atreve. O silêncio reina, pesado e tenso como só ele sabe ser. Um silêncio surdo que empurra o choro garganta a baixo e arranha os ouvidos, um silêncio de morte, e de dor.
Eis que quando a esperança já está perdida a luz matinal começa a despontar pelas falhas do telhado. O amontuado de atores começa a se desfazer. Envergonhados os que retiraram suas máscaras as vestem, os que as perderam em meio à escuridão se retiram do palco. Pouco a pouco todos retomam suas posições, o grito não ecoa mais entre as longas fileiras de cadeiras, mas sua lembrança vai empregnar aquele lugar por longos anos. A orquestra tenta recomeçar, então percebe-se que o maestro não está ali, que não há nimguém em toda a platéia e que a peça já não faz sentido algum.
Ainda assim eles continuam, pois assim deveria ser.