Sabe, é tudo uma questão de acertos.
Hoje é dia de nossa senhora aparecida, estou em Conquista, o clima tá bem agradável na verdade. Agora não dá pra falar do céu mesmo porque é noite, mas fica a idéia de que foi um dia bom. Talvez seja a falta de amigos por aqui, o tempo excessivo que passo em meu quarto, o quanto meu quarto não tem muito de mim, sei lá… Conquista sempre me faz pensar demais. Agora estou fazendo a mala, dobrando as camisas, me lembro de todas as vezes que já fiz malas, de todas as pessoas que já me viram e já me ajudaram as fazer malas, do quanto eu detesto fazer malas e de uma época que eu nunca desfazia elas, para nunca precisar fazer. Hoje eu pensei bastante em muita coisa que não faz mais sentido e no quanto algumas poderiam ter feito, eu acho que talvez no fundo eu não faça sentido, talvez não haja sentido, talvez não seja necessário um. Não quero que isso pareça meio desesperado pois de forma alguma o é. Eu me sinto bem, meio cansado às vezes, meio descrente quase sempre, mas me sinto bem. Eu sinto que as coisas passam depressa, e não consigo vislumbrar aquele momento realmente próximo em que as coisas vão se encaixar perfeitamente numa “propaganda de margarina”. Eu particularmente não como margarina, é nocivo à saúde… Se você quer comer gordura, opte pela manteiga, ela ao menos está num estado natural, não confie em coisas que não congelam (nunca confie em pessoas de orelhas pequenas, me disseram isso uma vez). De qualquer forma, não tenho pressa também, sei que as coisas acontecem, mas me assusta o não saber como. Eu tenho meus receios, conheço muitas pessoas, vi algumas coisas, mas tenho meus receios.
O fato é que é uma questão de acertos, não de erros, os erros estão lá, você sempre presta atenção neles, mas são os acertos que fazem a coisa toda seguir, sem que se note.
“Que os bons ventos vos guiem…”


2 Críticas:
achei mto estranho ver muitos posts seguidos assim no seu blog. realmente muito estranho.
cara, a vida é uma mala que carregamos e que - ao longo do tempo - vamos escolhendo o que colocar e o que retirar de lá. Com o passar do tempo a mala pesa, dai a gente vai e seca tudo. Do contrário, vamos carregando e fadigando essa busca incessante por uma nova vida, novos amigos, novos lugares... ou até mesmo uma nova mala.
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